Edições da Cátedra

Diaita Nostra – Patrimoines alimentaires, identité et gouvernementalité en Méditerranée

Cet essai, au croisement des sciences historiques et des sciences sociales, vise à comprendre comment la communauté épistémique, qui a oeuvré en faveur du classement de la diète méditerranéenne par l’UNESCO, mobilise aujourd’hui les patrimoines alimentaires des pays du bassin en tant qu’instruments de gouvernementalité dans des domaines de gouvernance très variés.
L’auteur plaide ici en faveur de l’idée que le collectif méditerranéen transnational fondé sur un héritage culinaire partagé est aujourd’hui avant tout un projet politique qui légitime l’existence de la société savante, cosmopolite et hétérogène, qui a pris en charge sa sauvegarde. En effet, l’UNESCO a fait bien plus que promouvoir l’identité méditerranéenne. En inscrivant ce modèle nutritionnel sur la liste du patrimoine culturel immatériel de l’humanité, cette organisation onusienne a objectivé l’invention de « la » communauté méditerranéenne.
Le but de cette réflexion est de rompre avec le nationalisme méthodologique à la base du paradigme qui rassemble cette communauté épistémique et d’adopter une approche plus « émique » afin de repenser l’usage gouvernemental actuel des patrimoines alimentaires de ces communautés, en valorisant plus que d’ordinaire le point de vue de leurs membres, et pas seulement celui du collectif « pro-Méditerranée » qui s’est chargé de les représenter. 
La perspective de l’historien sera également prise en compte. L’enjeu d’une telle démarche est de promouvoir le dialogue et la compréhension mutuelle entre communautés méditerranéennes, permettant par la même occasion de réconcilier la praxis dans les arènes de l’UNESCO avec la doctrine patrimoniale actuelle et la mission constitutionnelle de cette institution.

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Estrutura e processo de formação das formas culturais – O caso do Cante Alentejano

Qualquer sistema de práticas individualizado que se distinga aos olhos dos seus praticantes é caracterizável pela forma que assume e pelo seu conjunto de atributos. A essa forma corresponde uma moldura analítica que encontra o seu equivalente real nos actores e no modo como formulam discursos sobre as suas práticas, do qual emerge um conjunto de normas. Por conseguinte, a forma tanto é uma construção metodológica externa para a descrição do sistema e das suas condições de existência como uma realidade dinâmica, produtora de identidades culturais. Pretendemos substituir uma noção imprecisa de “forma cultural” por um conceito estruturado, definindo-a como sistema de referência que os membros de uma cultura partilham e que define e regula as produções e reproduções culturais e que comporta um elemento estruturante, um sistema normativo e uma dinâmica social. O caminho para essa conceptualização implica a aplicação do conceito a um objecto empírico, operação que realizamos ao analisar o Cante Alentejano – conjunto de maneiras de cantar observadas do Alentejo – enquanto forma cultural.

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Creative Innovation and Related Living Lab Experiences: A Mediterranean Model

O projeto CreativeMED e a sua avaliação geral estão no centro deste livro que os seus editores consideram de particular interesse, não só como relatório sobre as realizações do projeto, mas também porque o projeto foi suportado pela União Europeia com o objetivo principal de capitalizar os resultados do trabalho desenvolvido pelo programa MED que o antecedeu.

Além disso, os editores estão bem conscientes da necessidade de estimular o debate e a reflexão sobre a chamada “Especialização Inteligente” e de participar numa discussão mais ampla de um conceito que desafia cidades e regiões – ou antes, territórios – para definir as suas prioridades e encontrar os meios para implementá-los. (…)

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Roteiro de História da Língua Portuguesa

Em linha com o termo náutico, este Roteiro aponta percursos, indica etapas e salienta as principais mudanças da língua, possibilitando a posterior exploração autónoma de tópicos menos desenvolvidos ou daqueles que, em virtude da finalidade da obra, não foram contemplados.

“[…] a história da língua portuguesa, enquanto património, interessará a um público alargado, incluindo estudantes de Linguística, mas também profissionais e investigadores de várias áreas – historiadores, sociólogos, antropólogos, jornalistas, profissionais das indústrias da cultura, cientistas de diversos domínios – e bem assim a quantos, simplesmente, tenham curiosidade a respeito da história de um dos idiomas mais falados no mundo.

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Heritages and Memories from the Sea

As atas da conferência internacional “Heritages and Memories from the Sea” (Patrimónios e Memórias do Mar), realizada pela Cátedra UNESCO em Património Imaterial e Saber-Fazer Tradicional: Interligar Patrimónios em Évora nos dias 14 a 16 de janeiro de 2015, estão disponíveis em edição eletrónica.

A subdivisão em cinco grandes grupos temáticos demonstra a diversidade dos temas ligados ao património imaterial:
1. Desvendar heranças e memórias
2. A memória flutuante de rios e mares
3. Abordagens antropológicas do património e da memória
4. Diferença e proximidade em património cultural
5. Sobre a relação entre património material e imaterial

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Mémoire du Futur – SAFIM-SAFI: histoire d’une ville portuaire – carrefour de cultures

«Ce rapport est le résultat du travail commun et collaboratif entre deux groupes d’enseignants, un de l’Université Cadi Ayyad de Marrakech et un autre de l’Université d’Évora. Tout au long des années cette coopération a abouti à plusieurs conclusions, dont une des plus intéressantes c’est le terrain à exploiter : la ville de Safi.

Là, on trouve un patrimoine d’origine portugaise à côté d’un autre bien marocain. Cependant, dans la ville, on comprend comme les gens vivent bien avec cette diversité, ce qui a contribué à bâtir une identité spéciale. D’une autre part, c’est assez claire la richesse de tout ce patrimoine : la musique traditionnelle, les pratiques liées à la mer et l’incroyable école de céramique de Safi se mélangent avec les châteaux et les murailles d’origine portugaise et les anciennes structures islamiques, comme le minaret almohade de l’ancienne mosquée de Safi. (…)» [Présentation des coordinateurs].

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