Filipe Thermudo Barata participa em webinário sobre falar barranquenho

Em 21 de fevereiro comemora-se o Dia Internacional da Língua Materna. Esta efeméride foi proclamada pela UNESCO em 1999 e reconhecida formalmente pela Assembleia Geral das Nações Unidas.  

Em 2021, a Câmara Municipal de Barrancos assinalou a data com um webinário sobre o falar barranquenho em que convidou o professor e titular emérito da Cátedra UNESCO em Património Imaterial Filipe Themudo Barata e a investigadora do CIDEHUS Maria Filomena Gonçalves, conjuntamente com outros investigadores e profissionais locais. O vídeo está no Facebook da Câmara.

Assista, disponível aqui.

Participação de Shajjad Hossain em conferência internacional

No último dia 30 de Junho, o arquiteto Shajjad Hossain, membro integrado do CIDEHUS e estudante de doutoramento associado à Cátedra UNESCO Património Imaterial e Saber-Fazer Tradicional, apresentou o trabalho intitulado “Mapping the literature through digital humanities protocol: Decoding the morphology of a historic settlemen” na conferência internacional CONNECTIONS: Exploring Heritage, Architecture, Cities, Art, Media, promovida pela AMPS, University of Kent, em Canterbury, UK.

Considerando as adaptações necessárias aos eventos no momento pandémico em que vivemos, todas as apresentações foram virtuais. Assim, temos disponível a apresentação completa de Hossain, que representa a primeira parte de seu doutoramento.

O Mundo em 2030

Como será o mundo em 2030? A Cátedra UNESCO “Património Material e Saber Fazer Tradicional” divulga inquérito com pesquisa mundial em desenvolvimento

A UNESCO convida a todos para ajudar a definir a direção do mundo na próxima década, a partir de pesquisa global sem precedentes sobre os desafios que estamos enfrentando e as soluções necessárias para garantir que o mundo em 2030 seja aquele em que queremos viver!

Os resultados da pesquisa ajudarão a UNESCO a definir uma agenda global baseada nessas temáticas ao longo da próxima década para garantir que estejamos respondendo às questões com as quais você se importa.

Acesse aqui o inquérito, leva pouco mais de 5 minutos para seu preenchimento.

A pesquisa é anônima e todos os dados coletados serão armazenados de forma segura e anônima, de acordo com a política de privacidade de dados da UNESCO.

Filipe Themudo Barata fala das relações de Portugal com o Mediterrâneo no programa Encontros com o Património

Anunciação. Álvaro Pires de Évora ( 1430-1434 ). Têmpera e ouro sobre madeira 30,5 x 22 cm . Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa.

O Museu Nacional de Arte Antiga promove, até 15 de Março, a maior exposição de sempre sobre Álvaro Pires de Évora, “Álvaro Pirez d’Évora — Um pintor português em Itália nas vésperas do Renascimento”, com 85 obras do artista, nascido no Alentejo nos finais do Século XIV. Filipe Themudo Barata, coordenador da Cátedra UNESCO em Património Imaterial, esteve no programa Encontros com o Património da rádio TSF, no âmbito de edição dedicada à esta exposição.

No programa participaram também Maria João Vilhena, conservadora do Museu Nacional de Arte Antiga, e Joaquim Caetano, director daquele museu.

“Álvaro Pires de Évora, ou Álvaro Pires de Portugal como também era conhecido em Itália, é um pintor referido na principal obra historiográfica do renascimento sobre arte: Le vite de’ piu eccellenti pittori, scultori, et architettori, de Giorgio Vasari”, diz Joaquim Caetano. O director do Museu Nacional de Arte Antiga, e comissário da exposição, conta que documentos encontrados mais tarde referem uma grande quantidade de obras assinadas por Álvaro Pires de Évora em Latin e Italiano (Álvaro Piero de Portugallo), mas especificam também uma obra numa grande tábua com a virgem menina e anjos, que foi encontrada na Igreja de Santa Croce de Fossabanda, próximo de Pisa, onde ele assina em Português: Álvaro Pires de Évora Pinto.

“É essa sequência de assinaturas da obra do Álvaro Pires, com os pouquíssimos documentos conhecidos só referentes à empreitada dos frescos do Palácio Datini em Prato, em 1410, que nos dão uma biografia que é em muito construída a partir das obras que puderam ser identificadas”, explica Joaquim Caetano.

Durante o programa, Filipe Themudo Barata falou sobre a presença portuguesa no Mediterrâneo, a atmosfera económica e cultural de Portugal no Século XV, e as relações de Portugal com Itália e a Europa, contextualizando assim a atmosfera histórica da qual faz parte a obra de Álvaro Pires de Évora.

Para o coordenador da Cátedra UNESCO em Património Imaterial, se no Século XV era dada uma maior importância à expressão económica do Mediterrâneo do que à sua expressão cultural, tal é verdade ainda hoje. Relembra, no entanto, que as relações eclesiásticas também tinham uma grande expressão na época e que terá sido provavelmente por esta via que Álvaro Pires chegou às cidades italianas.

O podcast com a conversa completa no programa Encontros com o Património sobre José Pires de Évora pode ser ouvido aqui.

Projecto Dizeres publica Glossário

O projecto Dizeres – Recolha, documentação e preservação de vocabulário usado pelas comunidades de Sines acaba de publicar um glossário que resulta de uma recolha de vocábulos realizada ao longo de 2019.

Os vocábulos foram recolhidos a partir de diversas fontes, como documentos de arquivo, bibliografia local e entrevistas realizadas no âmbito de projetos municipais anteriores (“Mar de Sines”, “Mosaico das Memórias”, “Comissões de Moradores do Concelho de Sines”). Foram também realizadas sessões com a comunidade local e disponibilizou-se um formulário online, através do qual todos os interessados puderam contribuir com a indicação de vocábulos locais. Reuniram-se 625 unidades vocabulares, a partir das quais foram selecionados 239 vocábulos considerados significativos para as comunidades de Sines. 

No Glossário, para cada vocábulo apresentam-se citações dos falantes e, sempre que possível, foram relacionadas imagens (fotografias e ilustrações) encontradas no Arquivo Municipal de Sines, na Câmara Municipal ou em coleções de munícipes. Através desse glossário, o contexto do vocabulário de Sines está preservado, podendo ser consultado e utilizado para investigação ou por simples curiosidade.

O projecto contou com o apoio científico da Universidade de Évora (CIDEHUS-UÉ e Cátedra UNESCO em Património Imaterial) e foi cofinanciado pelo programa Tradições da EDP Produção.

O Glossário Dizeres pode ser descarregado aqui