Arquivos da Cidade

Arquivos de Cidades, é um trabalho de investigação iniciado em 2019 e que tem como objectivo a criação de uma série de publicações sobre arquivos relativos a património construído em cidades de origem portuguesa.

O projecto procura criar uma interpretação contemporânea e mais inclusiva sobre esse património mas também no domínio do património imaterial, tendo como contexto inicial de investigação o Acervo do Arquivo do Serviço Internacional da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) e anteriormente o trabalho relativo à publicação Património de Influência Portuguesa no Mundo ( FCG). A este Arquivo juntam-se outros acervos nacionais e internacionais procurando desse modo a construção de uma diferente leitura sobre um legado que é hoje comum. 

Arquivos de Cidades convida fotógrafos de cada país a fotografar a relação desse património com as dinâmicas atuais da cidade e espaços onde está inserido. Desse modo deseja-se tornar a história um palco vivo e táctil a todos os que o vivem mas que também o interpretam.

A coleção Arquivos de Cidades articula-se em 4 volumes, cada um dedicado a quatro monografias de cidades, sendo que em cada ano será lançado um volume bilingue (português e francês) e com tradução para árabe dos textos mais significativos. 

A publicação representa igualmente um processo de trabalho, em que as reflexões de cada autor, com a sua linguagem de observação sobre a história, sobre os edifícios e os lugares, participam numa leitura das cidades como organismos de composição arquitetônica, histórica, política, mas também estética e social e onde a fotografia adquire uma renovada importância. 

Arquivos de Cidades não é uma publicação sobre metáforas revivalistas, mas surge antes como uma oportunidade para questionar como essas estruturas edificadas, podem agora convocar uma urgência de requalificação criando também uma nova dimensão de cidadania, mais global, mas também mais próxima e unificadora. 

Apoiam desde já este projecto, o CIDEHUS, a Cátedra UNESCO em Património Material e Imaterial da Universidade de Évora e a Cátedra University City of Macau, também da Universidade de Évora. A coleção será publicada pela editora Caleidoscópio e conta com o apoio institucional da Fundação Calouste Gulbenkian.

A equipe é constituída pelos docentes, João Rocha, Filipe Themudo Barata e a bolseira Francisca Queiroz

Querença, Aldeia Internacional da Etnografia e Antropologia por Dois Dias

Estudos de Manuel Viegas Guerreiro mobilizam encontro de investigadores de conceituadas universidades nacionais e estrangeiras, como a Sorbonne Nouvelle, Paris e a Universidade Goethe, Frankfurt.

A pequena aldeia de Querença, em Loulé, recebe no fim de semana de 18 e 19 de setembro o seminário “Manuel Viegas Guerreiro: o percurso e a filosofia de um humanista e antropólogo”, no auditório da Fundação Manuel Viegas Guerreiro (FMVG).

Além do cruzamento de pesquisas por parte dos investigadores convidados e do debate em torno do pensamento e obra de Manuel Viegas Guerreiro, está prevista a apresentação do projeto coordenado por Maciel Santos: a edição de um livro com a chancela da FMVG e do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto (CEAUP). Este junta os apoios da Câmara Municipal de Loulé (CML) e do CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Cultura e Sociedades da Universidade de Évora.

O acervo de Manuel Viegas Guerreiro (1912-1997)* reveste-se de enorme potencial e importância para a história regional, nacional e internacional, e para o aprofundar do conhecimento sobre os saberes etnográficos. Simultaneamente apresenta assinalável valor patrimonial pela pluralidade de materiais que integra. Entre eles, livros, relatórios, artigos, documentos manuscritos, fotografias, slides e bobines com registos captados em território africano e nacional.

O seminário decorre do processo de tratamento técnico, organização, digitalização, salvaguarda e divulgação deste espólio.

A futura edição reunirá as notas do etnólogo nas missões em Angola, bem como o relatório no âmbito da “Missão de Estudos das Minorias Étnicas do Ultramar”. Sucede a “Cadernos de Campo – Manuel Viegas Guerreiro, Moçambique, 1957”, coordenado por Luísa Martins e publicado pela Fundação em 2016.

No encerramento, será inaugurada a exposição itinerante “Boers de Angola, 1957” constituída por um conjunto de 27 fotografias de Manuel Viegas Guerreiro, que revela famílias, casas, palheiros, carroças, animais e todo o contexto quotidiano dos “Afrikaners”. Estes descendentes de antigos holandeses – que tinham aportado na África do Sul nos séculos XVII e XVIII – migraram por várias vezes rumo ao sul de Angola, apesar de a maioria ter retornado. A exposição resulta de uma parceria com o CIDEHUS.

Destaque ainda para a apresentação do projeto de quatro alunos finalistas da Escola Secundária João de Deus, em Faro: o “Museu Digital” concebido a partir da coleção de peças africanas doada por Viegas Guerreiro ao antigo Liceu de Faro, onde foi professor entre 1948 e 1950.

O programa prolonga-se ao longo de dois dias. No entanto, face aos objetivos do seminário e à atual conjuntura de pandemia devido à Covid 19, existirão apenas duas sessões abertas ao público. No dia 18, um Jantar-Conferência com a palestra “Sobre a filosofia humanista de Manuel Viegas Guerreiro, proferida por Egídia Souto, investigadora do CREPAL Sorbonne Nouvelle, do CEAUP e do Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).

No dia 19, “Escavar a Fala: Viegas Guerreiro e Varejota à luz de Martin Heidegger” por Luísa Monteiro, professora de ensino superior e escritora, também moderadora dos trabalhos ao longo do seminário.

A inscrição na sessão de dia 19 é gratuita mas limitada, de acordo com as regras da DGS.

A conferência está marcada para as 12h00, no auditório da Fundação. Já o jantar-conferência terá lugar no dia 18, no restaurante junto ao adro da Igreja e requer inscrição no valor de €28. Tem um limite de 15 pessoas.

As inscrições para as conferências e outras informações podem ser obtidas através do email fundação.mvg@gmail.com.

No seminário, estarão representados os centros de investigação CIDEHUS, CEAUP, CLEPUL – Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e CREPAL da Sorbonne Nouvelle. Também a Cátedra Unesco, Évora, o Instituto de Filosofia da FLUP, o Instituto de Antropologia Frobenius da Universidade Goethe de Frankfurt, o Arquivo Nacional do Som e a pHneutro – Conservação preventiva e restauro. O encontro tem o apoio da Câmara Municipal de Loulé e União de Freguesias de Querença, Tôr e Benafim. Acontece em Querença, no interior do Algarve, território de baixa densidade populacional, a partir do qual a FMVG produz e promove uma cultura de pensamento crítico e de exercício da cidadania, imbuída dos princípios do conhecimento, da inclusão e da multiculturalidade.

*Figura singular da cultura, o etnólogo e antropólogo estudou como poucos a tradição popular portuguesa. Nasceu em Querença e doutorou-se em Etnologia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde foi professor catedrático. É na FLUL que se encontra alojado o Centro de Tradições Populares Portuguesas Manuel Viegas Guerreiro. Discípulo de José Leite de Vasconcellos, Manuel Viegas Guerreiro desenvolveu importante investigação junto de tribos em África. Após a reforma, fundou os Estudos Gerais Livres (ensino não formal gratuito), juntamente com o filósofo e amigo Agostinho da Silva. Deixou-nos vasta bibliografia publicada, entre monografias e artigos científicos. O seu escritório de Paço de Arcos, Lisboa, encontra-se reproduzido em Querença, no edifício paralelo à Fundação erigida em seu nome. É lá que se encontra a biblioteca particular do Mestre.

Para mais informações contactar:
Fundação Manuel Viegas Guerreiro 
EMAIL | fundacao.mvg@gmail.com
TEL | + 351 289 414 213
COORDENADAS GPS
37°11'53.2"N 7°59'13.9"W

Rethinking the UNESCO’s Convention for the Safeguarding of the Intangible Cultural Heritage

#opatrimonioenosso

The webinar aims to reflect on the applicability of the UNESCO Convention for the Safeguarding of the Intangible Cultural Heritage (2013). Through different oral interventions, the problems arising from the application of the convention will be discussed, seeking to rethink the need to improve it. Consideration will be given, in particular, to issues arising from the role of communities in safeguarding intangible cultural heritage and traditional know-how.

The event is organized under the project BDIAS – Capturing mechanisms and presentation of intangible cultural heritage with emphasis on new media use, financed by the transnational cooperation between Portugal and Slovakia, and developed in partnership between the UNESCO Chair in Intangible Heritage of the University of Évora and the Faculty of Social and Economic Sciences at Comenius University in Bratislava.

PROGRAMME

Welcome

Antónia Fialho Conde (BDIAS project coordinator | CIDEHUS-University of Évora)

Moderators:

Ana Carvalho (UNESCO Chair in Intangible Heritage & CIDEHUS-University of Évora)

Eva Capková (Faculty of Social and Economic Sciences – Comenius University in Bratislava)

On the Intangible Cultural Heritage context

Milan Konvit (Faculty of Social and Economic Sciences – Comenius University in Bratislava)

Title to be defined

Anna Plassat Muríňová (Ambassador, Permanent Delegate of Slovakia to the UNESCO)

Safeguarding ICH but also communities traditional know-how

Filipe Themudo Barata (UNESCO Chair in Intangible Heritage & CIDEHUS-University of Évora)

Community Innovation Labs for ICH

Jesse Marsh (TCBL Lab)

Discussion

06.09.2021

Zoom Platform | Free access

Zoom Link | https://videoconf-colibri.zoom.us/j/86735579915

3pm – 5pm (WEST), UTC +1 | Time Zone in Portugal

4pm – 6pm (CEST), UTC +2 | Time Zone in Slovakia

Organization:

University of Évora (CIDEHUS and UNESCO Chair in Intangible Heritage) and Faculty of Social and Economic Sciences – Comenius University in Bratislava.

This initiative is part of the European Heritage Days 2021/Jornadas Europeias do Património 2021.

Event organized under the project BDIAS – Capturing mechanisms and presentation of intangible cultural heritage with an emphasis on new media use, financed by the transnational cooperation between Portugal and Slovakia (FCT and APVV)

Lançamento do livro: Património Cultural e Sustentabilidade. Uma relação nem sempre fácil

Em 28 de julho de 2021 foi realizado o lançamento on-line do livro com os editores Filipe Themudo Barata, Sofia Capelo e José Manuel Mascarenhas, além dos autores que colaboraram ativamente nos estudos de caso sobre os montes alentejanos.

Barata, F. T., Capelo, S., & Mascarenhas, J. (2021). Património Cultural e Sustentabilidade. Uma relação nem sempre fácil. (F. T. Barata, S. Capelo, & J. M. Mascarenhas, Edits.) Évora: Cátedra UNESCO da Universidade de Évora em “Património Imaterial e Saber Fazer Tradicional”. ISBN: 978-972-778-203-1.

Lançamento do livro: Património Cultural e Sustentabilidade. Uma relação nem sempre fácil

Barata, F. T., Capelo, S., & Mascarenhas, J. (2021). Património Cultural e Sustentabilidade. Uma relação nem sempre fácil. (F. T. Barata, S. Capelo, & J. M. Mascarenhas, Edits.) Évora: Cátedra UNESCO da Universidade de Évora em “Património Imaterial e Saber Fazer Tradicional”. ISBN: 978-972-778-203-1.

Na próxima quarta-feira, 28 de julho de 2021, às 11h (PT) será realizado o lançamento on-line do livro Património Cultural e Sustentabilidade. Uma relação nem sempre fácil .

Participarão do evento seus editores Filipe Themudo Barata, Sofia Capelo e José Manuel Mascarenhas, além dos autores que colaboraram ativamente nos estudos de caso sobre os montes alentejanos.

O evento será transmitido em direto via YouTube e os participantes poderão enviar suas perguntas via chat e ficará disponível no mesmo canal.

O PDF está disponível aqui

🗓28.Julho.2021 | 11h (PT)

💻 Canal YouTube Cátedra UNESCO Património Imaterial e Saber Fazer Tradicional: https://youtu.be/37-7IWqe0uQ