The Mediterranean Diet and this pandemic moment: rebuilding our landscapes and fighting for our common future

No passado dia 14 de Abril, Filipe Themudo Barata conduziu o webinar “The Mediterranean Diet and this pandemic moment: rebuilding our landscapes and fighting for our common future”, organizado pelo projecto MD.Net

O webinar focou o impacto que o momento actual de pandemia poderá ter na Dieta Mediterrânica, assim como a necessidade de preservação das paisagens culturais de produção alimentar a ela associadas, por forma a garantir a reconstrução do nosso futuro. Este foi o segundo webinar organizado pelo projecto, que pretende promover as distintas dimensões da Dieta Mediterrânica, inscrita na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade em 2010.

O webinar completo pode ser assistido aqui:

O projecto MD.Net é co-financiado pelos fundos europeus para o desenvolvimento regional, através do programa Interreg Mediterranean.

Call for Papers

Convidam-se historiadores, sociólogos, etnólogos, antropólogos, linguistas, filólogos, arquivistas, geógrafos, botânicos, farmacêuticos e investigadores de outras áreas científicas a apresentar uma proposta de comunicação ao Colóquio Internacional “Africanos e Europeus na Senegâmbia meridional: inteções e transversalidades”, que terá lugar de 15 a 18 de Dezembro na Guiné Bissau.

Este colóquio, de homenagem ao historiador Jean Boulègue, visa dar continuidade aos trabalhos iniciados em 2016 no I Colóquio Internacional A Presença Portuguesa em Ziguinchor: História, Património Material e Imaterial e, como tal, apresentar-se-á como um espaço de debate multi e interdisciplinar que pretende revisitar a história, a herança cultural portuguesa e as dinâmicas que a mantêm viva.

Revisitando os estudos sobre os Luso-africanos, permitirá abordar questões históricas e atuais como: que interações culturais e movimentos de transversalidade se operaram ao longo do tempo? Qual terá sido o seu papel na vida social, económica e política da região? Da época dos Lançados à atualidade, o que resta dos Luso-africanos na Senegâmbia? Que herança deixaram estas populações na paisagem cultural, política, linguística e culinária, entre outras, da região?

Deadline 15 de Junho | Mais informações AQUI

O Mediterrâneo não é apenas europeu


Pensar o Mediterrâneo requer uma visão alargada da sua complexidade, o que não é possível fazer ao separá-lo em dois como têm feito as políticas europeias, que há muito deixaram de lado a ideia de cooperação com os países do Norte da África.

Em entrevista ao Sul Informação, Filipe Themudo Barata fala da divisão artificial do Mediterrâneo imposta pela Europa, a importância da cooperação com os países do Norte da África, a Fundação Oriente-Ocidente e a relação de Portugal com os refugiados.

Assista!

Filipe Themudo Barata fala das relações de Portugal com o Mediterrâneo no programa Encontros com o Património

Anunciação. Álvaro Pires de Évora ( 1430-1434 ). Têmpera e ouro sobre madeira 30,5 x 22 cm . Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa.

O Museu Nacional de Arte Antiga promove, até 15 de Março, a maior exposição de sempre sobre Álvaro Pires de Évora, “Álvaro Pirez d’Évora — Um pintor português em Itália nas vésperas do Renascimento”, com 85 obras do artista, nascido no Alentejo nos finais do Século XIV. Filipe Themudo Barata, coordenador da Cátedra UNESCO em Património Imaterial, esteve no programa Encontros com o Património da rádio TSF, no âmbito de edição dedicada à esta exposição.

No programa participaram também Maria João Vilhena, conservadora do Museu Nacional de Arte Antiga, e Joaquim Caetano, director daquele museu.

“Álvaro Pires de Évora, ou Álvaro Pires de Portugal como também era conhecido em Itália, é um pintor referido na principal obra historiográfica do renascimento sobre arte: Le vite de’ piu eccellenti pittori, scultori, et architettori, de Giorgio Vasari”, diz Joaquim Caetano. O director do Museu Nacional de Arte Antiga, e comissário da exposição, conta que documentos encontrados mais tarde referem uma grande quantidade de obras assinadas por Álvaro Pires de Évora em Latin e Italiano (Álvaro Piero de Portugallo), mas especificam também uma obra numa grande tábua com a virgem menina e anjos, que foi encontrada na Igreja de Santa Croce de Fossabanda, próximo de Pisa, onde ele assina em Português: Álvaro Pires de Évora Pinto.

“É essa sequência de assinaturas da obra do Álvaro Pires, com os pouquíssimos documentos conhecidos só referentes à empreitada dos frescos do Palácio Datini em Prato, em 1410, que nos dão uma biografia que é em muito construída a partir das obras que puderam ser identificadas”, explica Joaquim Caetano.

Durante o programa, Filipe Themudo Barata falou sobre a presença portuguesa no Mediterrâneo, a atmosfera económica e cultural de Portugal no Século XV, e as relações de Portugal com Itália e a Europa, contextualizando assim a atmosfera histórica da qual faz parte a obra de Álvaro Pires de Évora.

Para o coordenador da Cátedra UNESCO em Património Imaterial, se no Século XV era dada uma maior importância à expressão económica do Mediterrâneo do que à sua expressão cultural, tal é verdade ainda hoje. Relembra, no entanto, que as relações eclesiásticas também tinham uma grande expressão na época e que terá sido provavelmente por esta via que Álvaro Pires chegou às cidades italianas.

O podcast com a conversa completa no programa Encontros com o Património sobre José Pires de Évora pode ser ouvido aqui.